Ainda Existe um Lugar para Nós

Texto e fotos: Amanda Cipullo

Nesse último sábado, quem quis fugir da felicidade histérica dos foliões de pré-carnaval, teve de se refugiar dentro de casa, enquanto o sol queimava lá fora. À noite, no entanto, quando toda a loucura carnavalesca já tinha virado coma alcóolico, era a hora dos que sempre estão a procura de um bom lugar para ouvir blues e rock n’roll.  E essa é sempre a melhor hora para dar as caras pela rua.

Foi em meio a essa busca por um oásis que me levasse para longe do  caos e folia, que acabei parando no centro de São Paulo. E já durante o caminho, intui que a noite ia ser boa. O motorista que me levava, estava sintonizado nessas rádios que tocam aquelas velharias que nós tanto amamos. Ele também estava tentando fugir do pré-carnaval e pareceu imensamente agradecido por nos deixar ali, em frente ao Centro Cultural Zapata. Ao notar a fachada, me lembrei as casas de show em que eu ia na adolescência, quando eu só queria ouvir um som e encher a cara de cerveja. É claro que só podiam surgir boas histórias dali.

 

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Já tinha passado da meia-noite, quando a banda toda subiu ao palco. Mario Bortolotto, no vocal. Fabio Brum, na guitarra. Diego Bassanelli, no baixo; e Ricardo Vecchione na bateria. A banda Saco de Ratos nunca decepciona, e dessa vez não foi diferente. Blues e Rock n’Roll da mais alta qualidade, que entre cazuza, Renato Fernandes e músicas autorais,  fizeram com que nos esquecêssemos de que já era quase carnaval. Que sorte!

Ali na platéia, várias figuras conhecidas de outros show iam se juntando para ve-los mais de perto. E nessa hora eu fiquei pensando naqueles que dizem que “amigo não é público”. Besteira. Para a Saco de Ratos isso definitivamente nunca se aplicou. Os amigos são também parte do público. Ou melhor, os amigos são um show a parte, sempre disposto a curtir mais uma noite de som dos brothers que tocam aquelas músicas que eles tanto gostam. Para eles, a noite nunca tem fim. E é sempre uma delícia de encontro. Flui naturalmente e faz com que a gente se sinta num universo paralelo em que só o blues e o rock n’roll importam.

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Infelizmente, dessa vez não pude ficar até o final. Aquele maldito sol que castigou durante o dia, tinha fritado meus miolos durante uma breve saída durante a tarde. A pressão baixou e não teve muito jeito de continuar de pé. Ainda assim, durante a volta pra casa, mesmo com a boca seca e o corpo cansado, fiquei pensando que era muita sorte ter um lugar como aquele para fugir do prenúncio de carnaval.

Veja todas as fotos na fanpage do Casos de Rock

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