Os Mitos Sobre o Calibre das Cordas de Guitarra

Quando o assunto é guitarra e encordoamento, vários mitos e verdades absolutas surgem por aí. Existem aqueles que calejam os dedos com as 0.13 da vida e, também, os que dão um foda-se para o “mimimi” geral e provam que uma 0.8 ou uma 0.9 pode produzir um som tão pesado quanto qualquer outra corda.

Nunca tive competência e nem dedicação necessárias para tocar nenhum instrumento (talvez por isso eu tenha escolhido escrever, ao em vez de fazer música). Ainda assim, essas lendas a respeito da espessura das cordas, e sua influência no som, sempre me intrigaram muito – talvez, herança de um pai guitarrista e da vida de roadie mirim.

Recentemente, escrevi por aqui um texto sobre como Tony Iommi desenvolveu um novo jeito de tocar, após ter sofrido um acidente de trabalho que lhe custou a ponta dos dedos. A história já é conhecida por muitos fãs do Black Sabbath, no entanto,  surpreendeu -me a reação de algumas pessoas, aos descobrirem que Iommi usa  0.8. Sim, ainda tem muita gente que pensa que um encordoamento de menor espessura é ineficiente para Rock n’Roll. Por outro lado, existem os acreditam que usar cordas mais grossas é sinônimo de  lágrimas, suor e sangue – e nem todos querem ser Zakk Wylde e sangrar no palco. Mas será que todas essas coisas são necessariamente verdade?

Pensando nisso, e a fim de ir além das lendas e mitos a respeito de encordoamento, bati um papo com 9 guitarristas, que falaram um pouco a respeito de suas experiências e percepções sobre afinação, espessura de cordas e eventuais lesões e desgastes físicos que acontecem ao longo do caminho. Afinal de contas,  o calibre do encordoamento faz tanta diferença assim?

Com vocês, a palavra deles!

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Lizzy Louiz

 

Banda: Desert Dance
Estilo: Hard Rock/ Heavy Metal
Qual calibre de corda usa? 0.09 e, às vezes, 0.8

 

 

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Leo Gonçalves

 

Banda: Desert Dance
Estilo: Hard Rock, Heavy Metal, Blues
Qual calibre de corda usa? 0.11

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Ziggy Mendonça

 

 

 

Banda: Made in Brazil)
Estilo: Rock n’ Roll e Blues
Qual calibre de corda usa? 0.11 ou 0.10

 

 

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Marcos Mamuth

 

 

 

Banda: Los Interesantes Hombres Sin Nombre
Estilo: Rock n’ Roll e Blues
Qual calibre de corda usa? Para guitarra com escala de fender, 0.9; escala de gibson, 0.10; Violão, 0.10

 

 

 

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Fabio Brum

 

 

Banda: Saco de Ratos / Los Breacos
Estilo: Blues
Qual calibre de corda usa? Todas de calibre alto

 

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Fred Bellini

 

 

 

Estilo:Rock and Roll clássico, Country Rock
Qual calibre de corda usa? Tele e Strato (.11), LesPaul (.12) e Gretsch (.13)

 

 

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Caio Vinícius

 

Banda: NDK
Estilo: Pop Rock nacional
Qual calibre de corda usa? 0.10

 

 

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Ítalo Junqueira

Estilo: Rock n’Roll e Heavy Metal
Banda: Wicked Souls (Tributo ao Iron Maiden)
Qual calibre de corda usa? 0.09

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Baru Moreira

Estilo: Ska, Blues e Folk Music
Qual calibre de corda usa? Elixir Super Light 0.09

Sobre o encordoamento

Ok, vamos do começo. O encordoamento para guitarra pode ter várias espessuras. Na prática, isso significa que uma corda de maior calibre exige mais esforço do(a) guitarrista. Talvez, por essa razão, tenha-se criado o mito de que é mais fácil  tocar com cordas mais leves  (0.8 , 0.9) e, junto com ele, a ideia de que “para ser cabra macho”, é preciso usar cordas mais grossas. Bullshit, isso não é necessariamente verdade. No final das contas, a escolha do tipo de corda varia de acordo com inúmeros fatores. O principal deles? Gosto e conforto. E isso não se discute.

Veja abaixo o que os entrevistados falam a respeito da escolha do calibre da corda.

“Prefiro a 0.09 pois é mais confortável nos bends e nos vibratos, até porque eu tenho tendinite e a corda mais grossa piora minha doença. Experimentei outras (cordas) sim, inclusive para tocar algo sem distorção, como Jazz e Bossa, eu prefiro usar corda 0.10, pois não utilizo tanto vibrato, então acaba que fica mais tranquilo.” (Lizzy Louiz)

“Eu usava 0.10, que é o que vinha nas guitarras. Depois, testei as 0.09 e não me agradaram. Ao testar a 0.11 me encontrei. Atualmente,  uso 0.12 para tocar na minha banda, Desert Dance, que utiliza afinação 1 tom abaixo.”(Leo Gonçalves)

“Na época em que comecei, o mais comum era todo mundo usar 0.9, normalmente guitarras até vinham das lojas com essa espessura de cordas. Não demorou muito pra eu achar que eram muito moles pro modo que eu tocava. Passei pra 0.10 logo. Por um bom tempo usei apenas 010, até que comecei a não usar mais pedais de overdrive, e sentia falta de um ‘corpo’ maior no timbre (principalmente nas cordas agudas, mi e si).
Atualmente, vario entre 010 e 011, pois andei tendo problemas de tendinite e L.E.R. Em guitarras estilo Telecaster e Stratocaster, encordoamentos 011 costumam ficar bem duros. Já em guitarras estilo Les Paul, SG, Semi-Acusticas, 011 fica mais confortável (o shape da escala influencia, assim como seu comprimento, que nas guitarras estilo Gibson, são mais curtas)” (Ziggy Mendonça)

“O que me levou a usar 0.9 nas guitarras com escala de fender foi o conforto e a facilidade para fazer bendings. As 0.10 deixavam meus dedos sangrando e aumentavam a tendinite” (Marcos Mamuth)

“Experimentei .09 e .10 tbm. Varia muito do som que se quer tirar e do momento. Nos últimos 03 anos passei a usar sempre cordas mais grossas pois prezo mais pelo sustain e pelo som puro do que por distorções e twang.”(Fred Bellini)

“O que me levou a usar encordoamento 0.10 foram as bases que eu faço nas músicas e o numero de cordas estoradas, antes eu usava 0.9, mas como a pegada foi melhorando senti a nescessidade de usar um encordoamento que segurasse um pouco mais as palhetadas.”(Caio Vinícius)

“Sou fã do guitarrista americano Roy Buchanan, quando comecei a ouvir seus discos percebi o um tom mais “creamy” e estalado e descobri que ele utilizava cordas “ Light/Super Light” e resolvi testar, foi aí que encontrei minha personalidade musical. Já utilizei diversas tensões de encordoamento em diversos modelos de guitarra, por exemplo 0.13 em Les Paul”.(Baru Moreira)

“Agora tenho usado 0.15 da mizinha na ultima GRS que o Vander fez pra mim, mas arrebenta e gosto de bagunçar, sempre colocando calibres aleatórios e cordas grossas”(Fabio Brum)

” Comecei com ela (corda 0.9) meio sem saber o que era. Na escola que fiz aula tinha uma guitarra que eu adorava, não sabia nada sobre esse tipo de assunto, só sabia que era muito confortável e que eu curtia muito fazer aula nela”.(Ítalo Junqueira)

Ta vendo só? É gosto. E, sim, o padrão de fábrica muda de tempos em tempos. Na época de Tony Iommi, por exemplo, o comum era 0.11. Quando o Ziggy Mendonça começou “todo mundo usava 0.9”. Depois, o padrão passou para 0.10. E o que isso quer dizer? Nada. No final das contas, cada músico e musicista percorre o caminho das cordas sozinho.

IMG_7805Ai, meu tendões!

A prática leva a perfeição, é claro. Porém, também pode render uma baita inflamação nos tendões – ou em outra partes do corpo. Muitos guitarristas passam por isso e arrisco dizer que, talvez, esse momento chegue para todos que dedicam suas vidas à guitarra. No entanto, há uma parcela de pessoas  que atribuem esses problemas chatos e doloridos à espessura das cordas. E ai, será que isso procede? Conversei com uma fisioterapeuta amiga minha (Amanda Cardoso) e ela me disse que pode ter a ver, sim. É, claro, isso varia de pessoa para pessoa, sobretudo, varia de acordo com a forma que cada um trabalha a musculatura. Ou seja, a 0.13 que pode ser o pesadelo dos tendões de alguns, pode também não fazer nem cócegas nos de outros. Quer dizer, nem cócegas é exagero, movimentos repetitivos levam todos para o mesmo lugar. E, em tese, para os que já apresentam algum problema, o ideal seria fazer exercício de aquecimento antes de shows e ensaios, além de usar mecanismos que deixem a guitarra mais confortável. Em muitos casos, isso pode significar optar por uma corda mais leve.

No entanto, como funciona, na prática, para quem está em cima do palco?

“Eu tenho tendinite e uso um encordoamento mais leve, pois não me atrapalha tanto ao tocar. Eu me alongo todos os dias e faço pelo menos duas ou três vezes exercícios para as mãos e braços, um tipo de fisioterapia.” (Lizzy Louiz)

” Nunca tive problemas nas mãos nem nos braços. antes de ensaios, shows e até mesmo estudar por longos períodos eu sempre alongo as mãos e braços e aqueço com exercícios cromáticos.”(Leo Gonçalves)

“Sim, mas não apenas pelo encordoamento. Também trabalho muito no computador, e minha mão sofre um bocado. Não, mas tenho tentado me policiar pra pelo menos me alongar antes de tocar. Nem sempre eu lembro. Quase nunca” (Ziggy Mendonça)

“O encordoamento 0.10 piorou a tendinite. Quando toco violão por muito tempo, fico com dores e tenho que parar um pouco. Tive uma última crise séria no começo do ano, e me tratei com um acupunturista que também é guitarrista. Ele me deu várias sugestões de posturas e exercícios. Faço um breve aquecimento – às vezes me esqueço! – e procuro fazer atividades físicas, como musculação.” (Marcos Mamuth)

“Nunca tive nenhum problema desse tipo por conta de encordoamento, mas acredito que possa influenciar, quando se usa cordas mais grossas você precisa fazer uma adaptação, pois a tensão é maior e a força que se exerce em bendes e pestana é maior também. Senti mais essa diferença no violão que saltei de 0.9 para 0.11 direto, na gutarra fiz um salto de 0.9 para 0.10 então não senti muito essa diferença.Geralmente procuro aquecer e alongar os punhos enquanto me concentro para shows e ensaios, aprendi isso com um professor que tive, ele não deixava eu começar a aula sem antes aquecer e alongar, esse costume pode evitar muitos problemas futuros, além de garantir uma melhor performance do início ao fim do show, ensaio e estudos”.(Caio Vinícius)

“Nunca tive problema. Faço aquecimento de uns 10 minutos, na própria guitarra ou violão. Nada específico” (Fred Bellini)

“Com encordoamento 0.13 em guitarra Les Paul a dificuldade para execução de determinados licks ou riffs pra mim se fazia presente, sendo que tive que adaptar minha técnica com o encordoamento até adaptação total. Prático digitação psicotécnica e arpegios para aquecer.”(Baru Moreira)

“Nunca tive, mas minha hora vai chegar, acho. Pratico skate sempre apenas” (Fabio Brum)

“Nunca tive muitos problemas, quando utilizo uma espessura mais grossa eu sinto minhas mãos cansadas, mas isso faz parte da adaptação. O uso constante desses tipos de espessuras requer cuidado sim, ainda mais em uma afinaçāo tradicional.
Me aqueço um pouco tocando algumas sequências de acordes, nada muito programado, faço escalas pelo braço de forma lenta ou simplesmente não fico pensando nisso, apenas vou e toco, depende do dia e da minha paciência (risos)” (Ítalo Junqueira)

 E afinação?

Ok, calibre das cordas escolhidos. E agora? Isso influência na forma como eles fazem a afinação?

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“Na minha banda de som próprio eu uso afinação um tom abaixo da standard porém continuo na 0.09, mas de fato deixa a corda menos tensa e mais confortável. “(Lizzy Louiz)

“Afinação standard e 1 tom abaixo. Uso 0.11 em todas as standards e 0.12 1 tom abaixo.”(Leo Gonçalves)

“Sempre afinação standard (às vezes mudo no meio do show mesmo, pra alguma afinação aberta pra usar slide, mas independe das cordas”(Ziggy Mendonça)

“Uso afinação standard. Quando toco slide em violão, afino em G (sol)”(Marcos Mamuth)

” Tem uma música que é tocada no violão que uso afinação em “E aberto”, nesse caso nem por facilitar, mas por que o som fica mais bonito mesmo, em outras ocasiões eu uso drop em D e afinação em Eb e, sim, pra algumas musicas facilita muito, mas 90% do que eu toco é afinação standard e sempre uso o afinador”.(Caio Vinícius)

” Como minhas cordas ultimamente não são tão finas, não tenho tanto problema para afinar. 99% das vezes, standard.”(Fred Bellini)

“Costumo utilizar afinação Standard – Drop D e, algumas vezes, DADGAD.”(Baru Moreira)

“Uso afinação DADGAD, nas outras guitarras sempre em 440 hertz”(Fabio Brum)

“Afino minhas guitarras da forma standard, para o som que eu faço é o suficiente. Dependendo do trabalho que vou fazer altero a afinação e a espessura. Recentemente gravei os solos da banda de Death Metal Chaos Synopsis, utilizei cordas 0.11 com afinação em C#.”(Ítalo Junqueira)

É possível fazer  um som mais pesado
com uma corda de baixo calibre?

Sempre achei essa uma pergunta meio óbvia (aliás, não sou muito fã do termo “som pesado”, música é música, porra). É claro que é possível e tem uma lista imensa de nomes que provam isso. Ainda assim, era preciso fazê-la. Afinal de contas, essa é uma das maiores lendas furadas que se ouve por aí.

“Lógico, Malmsteen ta ai pra provar isso, ele usa 0.08 com meio tom abaixo, de fato isso não influencia na minha opinião, o que influencia é o timbre da guitarra ou a afinação etc…”(Lizzy Louiz)

” Sim, a espessura não tem tanta influência no peso do som. Acho que é uma coisa bem pessoal e ja vi muitas vezes as pessoas tentarem usar cordas de espessuras maiores com esse pensamento, mas no final perdem totalmente a mão na hora de tocar, pois fica tudo mais tenso. “ (Leo Gonçalves)

“Com certeza. Depende da pegada e do tipo de equipamento usado. Billy Gibbons tira um puta som de guitarra com cordas 008, Jimmy Page também. Yngwie Malmsteen, Van Halen… muita gente. Mas minha referência de timbre de rock, é dos irmãos Young do AC/DC. O Malcolm fez as bases mais sólidas do rock, usando encordoamento 012, tudo direto em amplificadores Marshall. A força com que toca aliada ao volume, faz o som parecer uma parede bem sólida, um soco na cara. Porém o Angus é o solista, e usa encordoamentos 010 em sua SG. O estilo dele, com cordas muito pesadas, em maratonas de shows de 2 horas, acho que seria bem cansativo.”(Ziggy Mendonça)

“Sem dúvida. Uma prova disso são guitarristas como Tony Iommi, Billy Gibons e Ed Van Halen. No entanto, guitarristas que tocam trash metal ou outras modalidades de rock em que a afinação seja muito grave necessitam de de encordoamentos mais pesados”(Marcos Mamuth)

“Se for na afinação standard, até uma afinação Eb acredito que de sim, é só não se empolgar muito e segurar a mão nas cordas, pra mim não funcionaria, mas é uma questão de gosto e de se adaptar ao que você quer, se for usar afinações em D ou C já acho q fica muito molenga as cordas de menor calibre e perde um pouco a qualidade do som.”(Caio Vinícius)

“Não sei. Não faço som pesado.”(Fred Bellini)

“Com toda a certeza, vislumbre guitarras barítono com encordoamento de menor espessura”(Baru Moreira)

“Eu não curto corda fina, mas muitos se dão bem com elas, eu não” (Fabio Brum)

” Eu acredito que tudo esta nas mãos, o jeito com que você aplica sua força e suas técnicas acaba deixando seu som mais forte e pesado, sem ter a necessidade de utilizar uma espessura mais grossa. Basta vermos o Tony Iommi, Eddie Van Halen, os brasileiros Edu Ardanuy e Faiska.”(Ítalo Junqueira)

E, no final, o que traz personalidade a um(a) guitarrista? O que é um som autêntico?

Técnica? Feeling? Eu sempre achei que personalidade fosse aquela coisa de ouvir um som e, logo na primeira nota, reconhecer o músico que o executa. Eric Clapton, Jeff Back, Hendrix. Muddy Waters, Django Heinhardt, José Feliciano, Paco de Lucía… Minha lista é grande e não se restringi a rock n’roll. No final das contas, entre tantas novas promessas da guitarra e do violão, só consigo ver personalidade em quem manda as regras às favas e, faz de seu instrumento uma espécie de porta-voz. Em outras palavras, autenticidade é transpor o próprio universo para a guitarra. Bem, isso é o que eu penso, mas o que os guitarristas acham?

“Eu acho que a síntese de muitos guitarristas que eu me influenciei se transformou em meu jeito de tocar, não acho que seja apenas um, mas como preciso dar um nome eu cito Eddie Van Halen como minha maior influência.”(Lizzy Louiz)

” A personalidade do som vem de diversos fatores, como fraseado e timbre. O guitarrista que eu mais admiro hoje em dia e a algum tempo é o Paul Gilbert, exatamente por isso, ele tem um fraseado blues, mas com fritações bem colocadas e um excelente timbre. Nunca o vi tocando algo que me desagradasse. ” (Leo Gonçalves)

” Bom, primeiro de tudo, acho que o estilo só se forma quando você mistura todas suas influência num caldeirão, sem soar como cópia de alguém. O Clapton por exemplo tem muito do Freddie King no seu som, mas nem precisa dizer que tá longe de ser uma cópia… Acabo misturando tudo que sempre ouvi. Amo Paul Kossoff do Free, com seu vibrato inconfundível. A energia dos Young. A genialidade do Jimmy Page. O estilo característico do Ace Frehley. A sensibilidade ou fúria do Clapton, dependendo o momento, Freddie King … entre muitos. Mas, não estaria aqui falando de guitarra rock, se não fosse o Chuck Berry.”(Ziggy Mendonça)

“Venho buscando cada vez mais uma linguagem própria ao solar. É isso que venho tentando desenvolver nos últimos anos. Admiro muitos guitarrista; um, deles, é Carlos Santana, mas procuro não imitar ninguém.”(Marcos Mamut)

“Sou suspeito pra dizer (risos), mas nunca fui um guitarrista pirado em solos mirabolantes, gosto de fazer bases, geralmente trabalhando o mais simples possível, busco essa personalidade nos timbres, muito delay e reverb pra criar texturas, gosto de trabalhar a base que crio harmonizando com o baixo. Difícil falar um guitarrista só, mas atualmente tenho me inspirado de mais nas guitarras de uma banda chamada Alt-J que traz essa simplicidade e um bom gosto incrível, mas falando em nomes me vem 4 de caras: Jimi Hendrix, Thiago Castanho, Joe Perry e John Frusciante“.(Caio Vinícius)

” Acho que a simplicidade (desde acordes até efeitos, além das influências). Chet Atkins, se eu tocasse 1% do que ele fez, eu seria mais feliz (risos). “(Fred Bellini)

“O que traz personalidade para meu som é o conjunto de técnica, equipamentos, referencias no instrumento que formam minha personalidade musical. Se for para citar um único guitarrista, citaria Roy Buchanan.”(Baru Moreira)

“Amo vários. Robber Ford, Clapton, Mauro Hector, Igor Prado e Charlie Patton. Personalidade? Fazer o que quer. ( Fabio Brum)

” Difícil essa pergunta (risos) mas eu acho que eu nunca pensei em ser um guitar hero, sempre pensei mais como a guitarra fazendo parte de um todo. Apesar de já ter lançado e gravado trabalhos instrumentais onde a guitarra é o foco principal, sempre deixei a composiçāo falar mais alto. Me inspiro em guitarristas desse tipo, pra mim o Adrian Smith do Iron Maiden é o cara, solos melódicos nas horas certas e com timbres matadores.Nāo tenho nada contra os virtuosos, mas eu acho que nāo me encaixo. Quero que as pessoas cantem os meus solos, canta ai o comecinho do solo da “Smoke on the Water,” nāo é fácil de lembrar?!, é isso que eu quero.” (Ítalo Junqueira)

Se você veio até o final, imaginando descobrir alguma  verdade absoluta e exclusiva a respeito de como escolher o encordoamento ideal, não sinto lhe desapontar.  O resultado desses 9 depoimentos comprova que qualquer “dica para ser um grande guitarrista”, é uma grande besteira!
Muitas vezes, lendo matérias e entrevistas, percebo que as pessoas clamam por respostas prontas para o sucesso. Bem, elas não existem. E, nesse ponto, até o sucesso é algo relativo. É possível que, ao longo de sua empreitada musical, você nunca toque em um estádio lotado, no entanto, isso está longe de  ser algo que defina uma carreira de sucesso. Bem-sucedido  é quem faz o que gosta, do jeito que gosta.
E qual é a conclusão disso tudo? Som bom é o músico que faz!
SOBRE A AUTORA

Amanda Cipullo
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Editora de (e do) Casos, formada em publicidade. Jornalista por acaso; atriz e escritora por paixão. Acredita que pedras que rolam não criam limo, e é esse tipo de história que relata por aqui.

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