As “Novas” Bandas Que Você Nunca Ouviu: The Temperance Movement

Por: Felipe Martinho

Caro leitor e amante de Rock N’ Roll, semana a semana procuro brindar vocês com uma grata“novidade”, alguma nova banda que acredito ter diferenciais e, que mantenha acesa a chama deste amado gênero musical. Bem, a bola da vez desta semana vem da Escócia e pratica um  blues-rock de primeira qualidade, estou falando do The Temperance Movement.

Oriundos da cidade de Glasgow, a banda foi formada em 2011 por Phil Campbell (vocais), Paul Sayer e Luke Potashnick (guitarras), além de Nick Fyffe (baixo) e Damon Wilson (bateria). É interessante ressaltar que, alguns dos músicos já possuíam experiências musicais relevantes antes da banda e que, alguns deles são de diferentes nacionalidades.

Nick Fyffe foi baixista do Jamiroquai, banda inglesa de funk/acid rock e ficou por lá entre os anos de 1998 a 2003. Já o baterista, o australiano Damon Wilson, tocou com Ray Davies (vocalista e guitarrista do Kinks), The Waterboys (banda inglesa de folk rock) e o Feeder.

O guitarrista original Luke Potashnick (2011-2015) integrou o Rooster, banda de Hard Rock Rooter por curiosidade e achei o som bem mediano, parecendo um Jonas Brothers com um leve toque de testosterona, a típica trilha sonora de filme adolescente americano com um leve toque de Led Zeppelin e Cream.

Voltando ao Temperance Movement, entre os anos de 2012 e 2013, a banda lançou respectivamente dois EP’s, “PRIDE” e “Live In Session”. Algumas das músicas que coloquei os links dos vídeos a baixo já estavam presentes em “Pride”, como “Only Friend” e “Ain’t no Telling”. Até o momento, a banda lançou dois álbuns, o homônimo Temperance Movement (2013) e White Bear (2016), este último sem a presença de Luke Potashnick.

Quanto a sonoridade, a banda me remeteu muito o AC DC, Rose Tattoo e o Black Crowes, sobretudo os vocais de Phil Campbell, com seu timbre vocal semelhante ao do saudoso Bon Scott. Trabalhando com hipóteses, Phil Campbell seria um substituto relativamente desconhecido à altura de Brian Johnson, caso o mesmo não possa retornar e, o AC DC queira continuar.

Honestamente, acredito que Axl está fazendo um ótimo trabalho à frente da banda, porém ele é vocalista de outra banda gigante e de valor reconhecido no mundo do rock. Com o tempo, caso ele queira continuar com ambas as bandas, acredito eu, ficaria desgastante demais para ele, vocalmente falando.

O trabalho feito pelas guitarras se alterna entre o blues de Muddy Watters, com uma pegada típica das grandes bandas de hard rock setentista, como o The Faces, Bad Company, Lynyrd Skynyrd, Led Zeppelin, The Allman Brothers e afins, além de um leve toque das músicas mais acessíveis e diretas do Queens Of The Stone Age.

As estruturas das músicas são relativamente simples, porém com refrões grudentos e enérgicos, já a bateria não fica no básico “chá com pão”, acredito que isso se dá pelas experiências anteriores da cozinha da banda. Espero que vocês gostem da banda e até semana que vem!

ONLY FRIEND:

TAKE IT BACK:

AIN’T NO TELLING:

MIDNIGHT BLACK:

PRIDE – ACÚSTICA:

 

 

SOBRE O AUTOR 

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 Felipe Martinho

 27 anos, formado em História pela PUC, e vocalista do Saigon Saints. Atualmente cursa Design Gráfico na Escola Panamericana de Arte e Design.
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