Fãs da Plebe Rude conferem show incrível no SESC Belenzinho

Texto: Carla Maio
Fotos: Diego Brandão

Até quando esperar?!!! Os fãs da Plebe Rude não precisaram esperar tanto tempo para que a banda voltasse ao palco do SESC Belenzinho, dessa vez para o lançamento do 6º disco da banda, Nação Daltônica, com show incrível na Comedoria, nos dias 4 e 5 de setembro.

11959991_1155196867828129_2732559859466258304_n10620683_1155196944494788_4545308482219117249_n

Depois do instrumental de “Sua História”, Philippe Seabra, Clemente Tadeu, André X e Marcelo Capucci abrem o show com “Mais Um Ano Você”, música cuja pegada característica da bateria e a letra contundente fazem crer que o novo disco mantém a identidade sonora da Plebe Rude. Na sequência, a banda manda “O Que Se Faz”, do álbum R ao Contrário, de 2006, disco que já conta com os vocais e guitarra de Clemente, e “Seu Jogo”, do bombástico álbum O concreto já rachou, de 1985.

“Anos de Luta”, música cujo refrão dá nome ao novo álbum, faz denuncia aos tempos de alienação, superficialidade e incoerência que marcam a geração pós anos 1980. E por falar em incoerência, “Johnny Vai à Guerra” cai como uma luva para chamar a atenção dos desafetos da democracia e coxinhas enrustidos que clamam pela intervenção militar. O timbre da voz de Clemente se impõe com o mesmo sarcasmo dos tempos de Jander Bilaphra e incendeia a plateia.

11988508_1155196884494794_2385903199198065182_n

“É com grande alegria que lançamos o álbum Nação Daltônica aqui em São Paulo. No ano que vem, completamos 35 anos de estrada, e eu peço que todos vocês desconfiem de bandas que duram tanto tempo assim”, comemora Philippe.

E não é só Philippe que remexe em suas memórias enquanto fala com o público. O show da Plebe te leva a uma alucinante viagem aos tempos em que o rock nacional e a música expressivamente brasileira se prestavam a desafiar a ordem imposta por um sistema injusto. “Pressão Social”, composta pelos músicos da Plebe enquanto assistiam a um dos ensaios do Aborto Elétrico, em Brasília, ilustra como nenhuma outra música a urgência que temos de rebelar, de não calar e de não ceder.

Sucessos consagrados como “Katarina”, também do álbum R ao Contrário, o medley de “Nunca Fomos tão Brasileiros” e “A ida”, “Mudo” “Rude Resiliência”, “Sexo e Karatê”, “Brasília”, “Minha Renda” e “Proteção” levam o público à loucura.

Durante o show, Inocentes, com “Pátria Amada” e Cólera, com “Medo em SP” foram bandas do gênero lembradas pela Plebe Rude, mostrando que a referência do punk rock se desenrola em inúmeras redes e parcerias.

Para encerrar a inesquecível apresentação, a Plebe toca a emblemática “Até Quando Esperar”, e Philippe convida ao palco a nova geração de fãs mirins, com destaque para o pequeno Diego de Oliveira Brandão, que com apenas 7 anos mostra os bons frutos de uma excelente educação musical. “Até quando esperar, a plebe ajoelhar, esperando a ajuda de Deus?”, cantam as crianças em coro, um lindo espetáculo.

11990586_1155196207828195_5134002512407099436_n

O primeiro show da Plebe Rude que o professor e administrador da página Helter Vinilnanet, Eduardo Rocha, assistiu foi em 1985, no estádio do Ibirapuera, quando a banda abriu para o Camisa de Vênus. Dessa vez, acompanhado de sua esposa e dos filhos, Eduardo estava emocionado por rever uma de suas bandas favoritas: “eles apresentaram um repertório sensacional, se mantiveram fiéis ao punk rock que os tornou uma das mais respeitadas bandas, destacando-se em meio aos remanescentes do gênero”.

Se depender do gás dos músicos e carinho dos fãs, a Plebe Rude vai continuar ainda por muito tempo fazendo aquilo que a mantém na estrada ao longo desses 35 anos: punk rock de primeira.

Set List

  1. Sua História
  2. Mais Um Ano Você
  3. O Que Se Faz?
  4. Seu Jogo
  5. Anos de Luta
  6. Johnny Vai à Guerra
  7. A Serra
  8. Mais Raiva do Que Medo
  9. Este Ano
  10. Pressão Social
  11. Katarina
  12. Nunca Fomos Tão Brasileiros
  13. A ida
  14. Mudo
  15. Rude Resiliência
  16. Sexo e Karatê
  17. Brasília
  18. Minha Renda
  19. Proteção + Pátria Amada
  20. Quem Pode Culpá-lo
  21. Medo em SP
  22. Até Quando Esperar

Nota da redação: fica aqui o nosso parabéns, ao fotógrafo mirim dessa matéria, que tem apenas 7 anos

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s