Thorhammerfest: SuidAkrA e SkaldicSoul fazem show memorável no Inferno

Texto e fotos: Amanda Cipullo

Em entrevista concedida à THE ULTIMATE MUSIC, Arkadius, vocal e guitarrista do SuidAkrA, disse que no palco eles dão 110% de sua energia para o público. Para quem nunca os viu ao vivo,  pode parecer papinho de artista, mas a verdade é que assistir a uma apresentação dos precursores do Folk Metal, é extasiante. Quem esteve presente último show feito pelos caras (01/08), durante o ThorHammerFest – realizado no Inferno Club -, sabe muito bem do que estou falando.

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Quando cheguei à casa, os músicos já estavam por lá passando o som. E, bem, se por aqui é comum ver artista dando ataques de estrelismo, para os alemães do SuidAkrA as coisas são bem diferentes. Ficar em meio aos fãs definitivamente não é um problema para eles.

Com um pouco de atraso (explicarei o porquê mais pra frente), a banda de abertura iniciou os trabalhos por volta das 21h. Show curto, mas direito ao ponto, feito pelos brasileiros da SkaldicSoul, veteranos em matéria de ThorHammerFest, que comandam um Folk Metal de qualidade!

Não os conhecia, confesso, mas a surpresa foi boa.

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Cerca de 15 minutos após a primeira apresentação, veio a atração principal. Os meninos entraram de mansinho, e afinaram seus instrumentos enquanto o público já enlouquecia. Como a casa não tem cortinas no palco (ou não as usaram, não sei), pudemos ver toda a preparação pré-show – o que não deixa de ser interessante.

Dali para frente, seguiu-se uma hora e tanto de porradaria e loucura! Arkadius convidava a platéia para abrir rodas de mosh, e todos o atendiam prontamente. Coisa linda de se ver!

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O show teve inicio com a clássica Pendragon’s Fall e logo de cara já percebemos o que nos aguardaval! A partir dali, público acompanharia os passos do quarteto, que nos mostrava todo o poder do SuidAkrA.

Durante as interações do frontman com  a platéia, era nítida sua satisfação por estar de volta ao Brasil – depois de 3 anos desde a primeira apresentação, realizada no ThorHammerFest de 2012, que rolou no Manifesto. 

Tive a oportunidade de conversar com Plínio Elkson, criador da página SuidAkrA Brasil. Ele acompanhou a banda durante os shows feitos em SP e BH, e me contou que os caras de fato amam tocar por aqui. Além disso, soube de um fato curioso a respeito do setlist:  “Lá em BH bebemos após o show e perguntei sobre o setlist do show em SP, e o baixista disse: ‘não sei, nunca sabemos, o chefe decide na hora’. Então o setlist impresso é só uma base mesmo, eles não seguem à risca.”, disse Plínio.

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Como já havia mencionado, rolou um atraso para começar o show. A primeira banda estava prevista para às 19h, mas só entrou no palco por volta das 21h – se não me falha a memória envelhecida em barril de álcool.  Sobre isso, Elkson disse:  “O SuidAkrA já chegou um pouco atrasado no Inferno Club, porque tiveram contratempos durante todo o dia, como a perda do vôo de BH pra SP, carro que apresentou problemas mecânicos durante o trajeto do aeroporto para o local onde eles estavam hospedados… Várias coisas proporcionaram atraso no horário do show à noite.”. 

Em função desses contratempos, o setlist acabou sendo reduzido, pois a casa receberia outro evento depois.  Ainda segundo Plínio, apesar dos problemas operacionais, no quesito “som”, não houve grandes stresses para a banda, que sofreu um pouco com a aparelhagem em BH.

Como esse foi meu primeiro show do SuidAkrA, não tinha parâmetros de comparação, então, aproveitei para finalizar a conversa com Plínio, perguntando-lhe sobre suas percepções entre essa e a primeira apresentação dos alemães. Sobre isso, ele disse: “Em 2012 eles tocaram músicas antigas tipo do primeiro, segundo e terceiro album, mescladas com músicas menos antigas e músicas mais novas. Mas dessa vez a base foram músicas mais recentes e algumas do meio da carreira.”, incluindo, é claro, canções do último álbum de estúdio, o Eternal Defiance

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Vale destacar, também, que o merchan que rolava durante o show era bem bacana: hidromel, drinking horn, camisetas, anéis e dezenas de coisas incríveis. No entanto, ao contrário de outras edições, o lineup contava apenas com duas bandas, e nada de simulações de batalhas medievais e etc. Mas ok, os dois representantes musicais mandaram muito bem e fizeram valer a noite.

Confira todas as fotos do show aqui

Sobre a autora

Amanda Cipullo
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Editora de (e do) Casos, formada em publicidade. Jornalista por acaso; atriz e escritora por paixão.
Acredita que pedras que rolam não criam limo, e é esse tipo de história que relata por aqui.

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