Corazones Muertos – Alive From The Graveyard

Por: Ma Giovananni

Hey rockers, bom dia, boa tarde ou boa noite!

Meu nome é Marcel, mais conhecido pela a alcunha de Ma Giovananni, e pra quem não me conhece eu sou jornalista e um dos idealizadores do projeto chamado Base Rock, que visa fomentar o rock nacional autoral.

E mesmo que desta vez eu não esteja aqui para falar da Base Rock, o rock nacional sempre será pauta neste espaço cedido gentilmente pelo ‘Casos de Rock N’ Roll’.

Mas antes de começar o meu review de estreia, eu gostaria de deixar algumas coisas claras por aqui:

Primeiro: Não usarei esse espaço para fazer apenas reviews, mas espero que eles sejam bastante recorrentes, porque tem muita banda legal por aqui que precisa de um espaço como este.

Segundo: Eu só farei reviews daqueles artistas que eu acho que realmente vale a pena falar. Não vou escrever sobre discos e bandas que não gosto. Gente pra falar mal e meter o pau já há aos montes por aí, por isso a ideia é dividir com vocês todos os sons fodas que eu encontrar por aí, então não esperem criticas negativas aqui.

Agora que tudo esta às claras, vamos ao que realmente importa, o bom e velho rock n’ roll. E para debutar no Casos de Rock n’ Roll, eu escolhi um disco muito foda para dividir com vocês. Jovens, trago-lhes um dos discos de punk rock mais fudidos que ouvi em tempos, o Alive From The Graveyard da banda punk Corazones Muertos.

Pra quem não sabe o Corazones Muertos é uma banda que surgiu no começo do século na Argentina, e depois de algum tempo o mestre Joe Klenner reviveu o projeto aqui no Brasil, com um time de primeira linha que hoje conta com Jeff Molina na bateria, Guilherme Rosa na guitarra, Arthur Cocev no baixo e Joe nos vocais e guitarra.

Comecemos por uma curiosidade a respeito do álbum, ele foi em parte gravado no estúdio Lamparina ao vivo – em um take só – e em parte gravado ao vivo no Inferno Club por Jeff Molina (hoje batera da banda). Apesar da proposta bem ousada o álbum ficou coeso e muito bem gravado, mas sem perder aquela energia peculiar dos discos ao vivo.

O disco já começa com uma sonzera nervosa, Don’t Kill Rock & Roll foi a minha porta de entrada para o som da banda, que trás muitos elementos de Misfits, New York Dolls, Backyard Babies e Hanoi Rocks. Pra quem gosta daquele som punk meio setenta, meio oitenta com alguns elementos de hard rock, o Corazones é um prato cheio.

Na sequência nós temos uma trinca que não deixa a energia do disco cair, Heart & Soul, Teenage Roots e Crown of Thorns. Das três Teenage Roots é a faixa que mais gosto, parece uma mistura perfeita de Misfits e Backyard Babies.

Mas o que era bom fica ainda muito melhor, No More Good Feelings é demais, o tipo de música que não dá para descrever, o jeito é dar o play e ouvir, essa é provavelmente a segunda música que mais gosto no disco.

Na sequência temos “Vagabunda”, música cantada em espanhol, e para aqueles – como eu – que são fãs de bandas latino americanas, esse som não decepciona nem um pouco. Já Fly Away briga cabeça a cabeça com No More Good Feelings, mas eu deixo a medalha de bronze para Fly Away, música que o prepara para a melhor canção do disco: All The Things.

All The Things é aquela música que te leva para outro lugar e que é impossível de ouvir apenas uma vez. Já me imaginei pegando uma estrada, ou simplesmente indo a caminho do bar para uma noite que certamente seria épica, de qualquer forma, All The Things é um som com “gosto” de diversão.

E como a vida algumas vezes é justa o disco não termina aqui, ainda somos agraciados com duas faixas bônus: uma versão de 2005 da música Fly Away e outro som em espanhol chamado Viejo Dolor.

Honestamente Corazones Muertos é a banda do seguimento que eu mais gosto, e arrisco-me a coloca-los no mesmo patamar de suas influências, som honesto, direto, mas que consegue ser divertido e apesar da pegada rock n’ roll é relaxante, te leva pra longe, recomendo sem medo.

Sobre o autor:

11843979_10207822536068438_1179926204_nMarcel Costa
Amante do bar, da música e da literatura. Mais retardado que fantástico.
Toca tão mal quanto escreve. Acredita que no final do dia é tudo por ela,

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