Especial semana do Rock – parte II

Edição: Amanda Cipullo

Se a história dos grandes shows é recheada de momentos de consagração de artistas e bandas, há também o lado não tão glamuroso: os acidentes. Certa vez,Vincent Cavanagh, da banda Anathema (confira aqui a entrevista), nos contou como foi o momento em que suas calças rasgaram bem alí, na frente de toda a platéia. Mas, antes disso, muitos outros já haviam sofrido pequenos e grandes incidentes durante suas apresentação, James Hetfield, do Metallica e Rob Halford, do Judas, são alguns exemplos. Mas, o que quase ninguém fala, é sobre o que acontece com que está assistindo ao show. Sim, todo mundo que vive colado na grade tem alguma cicatriz ou roxo para comprovar, parafraseando o poeta: “quem passou por um show grande e não se fodeu, pode ter menos marcas, mas sabe menos do que eu”.

Esse é o caso do Ítalo, que carrega os resultados de um desequilíbrio até hoje. Mas como você sabe, no “vale tudo” do Rock n’Roll, os joelhos acidentados sempre viram boas histórias!

Gordos, pernas e rock n’roll
De:  Ítalo Junqueira

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“Isso foi na primeira semana de setembro. Eu estava assistindo ao show do Dr. Sin, no sesc. Minha perna esquerda estava esticada, porque tinha uma coisa se apoiando em mim… No caso, minha ex. Sabe quando você fica atrás, e a pessoa na sua frente, se apoiando em você? Então, estávamos assim.  Mas, quando você está vendo um show nessa posição tem que trocar ‘a perna esticada’, sabe? Pra não cansar! Bom, era o que eu ia fazer, ia trocar a perna que estava esticada…

Perto de nós, tinha um gordo, que de repente se desequilibrou perto de nós. Eu não sei se ele tava muito bêbado, mas acho não, deve ter se desequilibrado porque era gordo mesmo. Bom, ai só deu tempo de empurrar ela pro lado (a ex) e, como minha perna esquerda tava esticada, quando ele caiu, travou o meu pé esquerdo no chão, e eu cai junto com ele. Nisso, meu joelho torceu para dentro e, com o peso dele sobre o meu corpo, o joelho volto. Ou seja, o joelho foi para dentro e para fora, ao mesmo tempo.

Bem, ai eu derramei algumas lágrimas, sim, porque doeu para caralho. E não vi mais nada. Só me lembro dos bombeiro vindo, e me pagando do chão. Aí, passamos por aquela parte do chiqueirinho, olhei para o palco e pensei: ‘falou, não vou assistir o final do show!”.Fui embora de ambulância. Com o gordo não aconteceu nada. Tive que colocar tala, fazer fisioterapia…

Três semanas depois, viajei para o Sul para abrir o workshop do Edu Ardanuy (guitarrista do Dr. Sin) – nota da redação: a viagem foi de ônibus, cerca de 12 horas. Nosso querido amigo ítalo ainda estava com o joelho arregaçado, imagine só.
Quando a gente chegou lá, eu falei que tinha me acidentado e ele (Ardanuy) falou: ‘porra, eu tava no palco e vi um cara sendo carregado por dois bombeiros na parte do chiqueirinho… Então era você?!’.
Ai eu falei: ‘sim, era eu!’. E ele perguntou: ‘não era melhor você estar se recuperando?’.
E eu só falei: ‘não, melhor é tocar’. “

Confira também a primeira parte do Especial Semana do Rock

Sobre a autora

Amanda Cipullo
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Editora de (e do) Casos, formada em publicidade. Jornalista por acaso; atriz e escritora por paixão.
Acredita que pedras que rolam não criam limo, e é esse tipo de história que relata por aqui.

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