Saco de Ratos – Vida em prosa e verso

Texto: Aline Rizzato
Fotos: Amanda Cipullo / internet 

Quando soube que Mário Bortolotto fazia parte do Saco de Ratos já tive completa certeza de que meus ouvidos e meu coração estariam em boas mãos. A primeira vez que o ouvi, foi na música Bortolotto Blues do disco Ninguém Beija como as Lésbicas do Velhas Virgens. Meu amor pelo Velhas é de longa data e eu já deveria ter procurado ouvir o Saco de Ratos há muitos anos. Que burra! Dá zero pra ela! No entanto, a vida nos coloca nos caminhos certos e nos faz conhecer as pessoas certas. Conheci Fábio Brum e um Pub na Augusta. Conversa vai e vem, ele me disse que tocava com o Mário numa banda chamada Saco de Ratos e completou: “Se você gosta de rock n’ roll e blues, com certeza vai gostar da minha banda, e não é porque é minha não, viu?”. Ok. Fui ouvir o tal Saco e… BOOM! Meu coração parou. Pensei: Claro, tudo faz sentido. O cara gravou com o Paulão de Carvalho, logo é incrível como ele. Ok. Sem mais delongas, marcamos de entrevistá-los (calma, que a Amandita já já coloca no ar) e fomos cobrir o primeiro show do ano do Saco de Ratos no Centro Cultural São Paulo, ontem, 23 de abril 2015.

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Um lugar incrível. O palco baixinho no centro deixava o clima ainda mais aconchegante. O teto e as paredes fechadas de vidro deixavam claro que a acústica seria ótima e que teríamos um ótimo espetáculo pela frente. Marcado para as 20:30, as luzes brancas se apagaram e uma iluminação linda azul mirava o palco arrumadinho pronto para ser utilizado.

Muitos amigos e familiares foram prestigiar os caras. Em um clima completamente harmonioso, Mário Bortolotto (vocal), Fábio Brum (guitarra), Fabio Pagotto (baixo), Marcelo Watanabe (guitarra) e Rick Vecchione (bateria) começam um verdadeiro e completo show de rock n’ blues.

O show foi repleto de clássicos e homenagens.  “Balada para Quem Não te Quis” foi emendada com “Knockin’ on Heaven’s Door” causando mil arrepios. “Mutantes” foi tocada para  homenagear Renato Fernandes, do Bêbados Habilidosos, morto em fevereiro deste ano e grande referência para todos os integrantes do Saco de Ratos.

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Saiba um pouco mais sobre a vida de Renato Fernandes assistindo o documentário “Ele é o Blues”:

Um cover blueseiro de “Estrada de Santos”, de Roberto Carlos também fez parte do espetáculo, e Mário não deixou a piada de lado: “Agora vamos  fazer a versão de uma música de um cara que precisa de uma força aí. Vamos ajudar o cara aí!”. E no refrão ele soltava: “Mas se o amor que eu perdi eu tiver a infelicidade de encontrar…” Arrancando gargalhadas da plateia, inclusive minhas.

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Depois da incrível “Se eu Tivesse Grana Hoje”, Cavalo, guitarrista do Velhas Virgens e Lu Vitti, a branca com voz de negra, foram convidados a subir ao palco para fazer “Nossa Vida Não Vale um Chevrolet”. Para quem não conhece o trabalho da Lu, clique aqui e conheça o trabalho dessa grande mulher.

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Quase chegando ao final, a música que me tornou fã dessa banda e que como todas as outras, só diz verdades, Vulgar. A história completa dessa bela canção você irá conhecer na entrevista que a Amanda Cipullo fez com o Mário Bortolotto. Aguarde e confie!

Veja o clipe de Vulgar gravado no Cemitério de Automóveis – SP. Introdução com a voz do Peréio:

Por último, mais uma sincera e justa homenagem a Renato Fernandes. Com o microfone apontado pra mim, pude participar dessa festa cantando o refrão de Bebaço, dos Bêbados Habilidosos: “Baby, ontem eu tava bebaço. Você me disse tanta coisa bonita e eu bancando o palhaço”. Quem nunca? E novamente, só ouvi verdades verdadeiras. O show do Saco de Ratos é assim. Você simplesmente ouve a sua vida cantada em prosa e verso.

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Confira todas as fotos do show na Página do Casos no Facebook.

Sobre a autora

Aline Rizzato

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A mesmice nunca foi meu forte, mas o rock n’ roll… Ah! Ele sim. Por ele faço loucuras. É por isso que escrevo as resenhas da forma como vejo. Acredito que quem cultiva o mesmo, não cresce. Conhecer, ver e amar. Tudo por ele. Tudo pelo Rock n’ Roll. Prazer, Aline Rizzato. E não repare a bagunça.

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