Korzus e Paul Dianno – A força do metal nacional e um enfermo que não abandonou os fãs

Essa resenha é muito especial. Caso não saibam, mas esse foi o primeiro show que o Casos de Rock n’ Roll cobriu oficialmente. Então desde já muito obrigado pela força e principalmente as visitas de todos vocês aqui no site. Valeu mesmo!

Eu, particularmente, gosto muito de shows de metal nacional. Sinto uma energia indescritível e sempre cola uma galera legal. Porém, nunca tinha visto o show do Korzus e digo de peito aberto: PUTA QUE PARIU, QUE FODA! Também, vai, os caras tão na cena há quantos anos? Não são qualquer moleque que começou a ouvir metal ontem e montou uma banda. Mais respeito aí, porra!

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Logo no início achei que teríamos problemas com o som. A intro deu uma falhada e logo as cortinas do Carioca Club se abriram e o som das guitarras quase incendiaram tudo. Antonio Araújo (guitarra), Dick Siebert (Baixo), Marcello Pompeu (vocal), Heros Trench (guitarra), Rodrigo Oliveira (bateria), o clã começou a tocar exatamente às 19:30h, pontualidade britânica. Eu não preciso falar da minha paixão por pontualidades em shows, né? Então pra mim, o show já começou ótimo, e isso que nem tinha rolado nada ainda. Muaaaahhh!

O show foi em homenagem aos 30 anos da Rádio e TV Corsário, e Marcello Pompeu não evitou os elogios. “São 30 anos de batalhas e conquistas.” E depois, ofereceu um som: “Esse som vai para vocês da Rádio Corsário: Guerreiros do Metal.” Me arrepiei. Nada mais justo.

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Entre vários clássicos como “Correria” e “Dicipline of Hate”, o Korzus também tocou uma música nova “Raise Your Soul” e fez a galera se familiarizar com o som. Nada de novo ou muito diferente, claro que o profissionalismo só aumenta conforme os anos se passam, e isso fica extremamente claro quando se ouve a discografia do Korzus, todas as músicas com a mesma pegada Thrash Metal feita desde 1983, quando foi formado.

Para fechar o show nada, impossivelmente nada poderia ser melhor que terminar com o cover de Slayer – Raining Blood. Essa finalização com ‘chave de ouro’ infelizmente não rolou no show Paul Dianno.

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O impacto rolou logo que a cortina se abriu. Paul Dianno sentado em uma poltrona “like a boss” e seus meninos correndo de um lado a outro. A cara de decepção e vontade de se levantar era clara. Confesso que fiquei com certa angústia de vê-lo sentado. Aos poucos, durante o show ele foi explicando entre milhões de “fuck, motherfucker, fuckin hell, fuck e mais fuck, fuck” que se acidentou enquanto andava de moto, e fez um gesto dando a entender que era uma custom seca suvaco, aliás, não vejo o Paul Dianno em qualquer outra moto.

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A discussão de qual é o melhor vocalista do Maiden não entrará nesta resenha. É claro que cada um tem sua opinião, mas antes de se rebelar, conheça o trabalho alheio. Obrigada.

Um comentário particular feminino: O Paul escolheu os integrantes da sua banda onde hein? Pelamor! Um mais bonitão que o outro! Os meninos que estiverem lendo que me perdoem, mas a escolha foi muito bem feita. Tanto no pessoal quanto no profissional, os caras mandam muito bem! Parabéns aos envolvidos.

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Já era de se esperar que quem estivesse presente ouviria o primeiro álbum do Iron Maiden na íntegra, isso foi divulgado, mas fomos surpreendidos por “Wrathchild” e “Killers”, 1981.

Enquanto Paul fumava um cigarrinho em sua poltrona o público vibrava ao som de “Prowler” e “Phantom the Opera”. Sua voz estava um tanto quanto rouca, acredito que pelos mil cigarros que já tenha fumado na vida, mas mesmo assim em alguns agudos ficava claro que aquele cara um dia já fez parte do Iron Maiden, isso não dava para duvidar.

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E como comentei lá atrás, o Korzus terminou o show com um clássico que os representa em gênero número e grau, já o Paul Dianno não teve a mesma sorte ao escolher Blitzkrieg Bop e Anarchy in The UK para terminar a noite. Ramones a gente respeita para caralho, mas terminar um show incrível de puro heavy metal com o um clichê punk? Ah, Paul… por favor né? Anarchy in the UK eu nem comento, pois como diz um amigo punkão véio: “Sex Pistols foi criado para ser tendência de moda, e nunca, jamais será uma banda punk”. Palavras do meu amigo que prefiro não revelar a identidade pata não ser julgado. Cada um tem a sua opinião, essa é a minha, Aline Rizzato, se você concorda ou não, não se acanhe… comente!

Confira as fotos na nossa página do Facebook

Set List Korzus

Set List Paul Dianno

Texto: Aline Rizzato

Fotos: Amanda Cipullo

 

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