Uma volta pela Sunset Strip de 1985 com a Desert Dance

Texto: Aline Rizzato
Imagens: Amanda Cipullo / Anderson Gilmar

O que dizer dessa banda de hard que mal conheço e já considero pakas? Desculpem a piada clichê orkutizada, mas eu realmente não encontrei outra forma de começar essa resenha. Aliás, eu poderia começar assim: Amanda Cipullo disse: Aline, poderia fazer a resenha dessa banda aqui? Eu disse: Sim. Logo que acabar uma outra aqui já pego essa, gata. Quando comecei a pesquisar sobre a Desert Dance, me lembrei que em uma reunião do Casos, Amandita já havia me mostrado: Olha essa banda Aline, é de uns amigos meus, acho que você vai gostar… e gostei mesmo, mas não tinha mergulhado no som, caído de boca (desculpem o termo) como fiz nessa manhã de terça-feira. Caros amigos, apresento-lhes a Desert Dance.

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A Desert Dance tocou no Canil Fest II. Veja o que rolou aqui.

Fundada em 2014, os integrantes da Desert Dance não sabiam ao certo para qual lado a banda iria. Depois de algumas reuniões, jams e goles de cerveja, entre o hard e o heavy, ficaram com o primeiro. Porém pelo contrário que se pensem, fazer hard rock não é só colocar uma camiseta apertada do Cinderella e uns lenços no pedal a lá Steven Tyler, por mais que muitos façam isso, tocar hard rock é ter essência e prin-ci-pal-men-te: FEELLING.

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E foi isso que eu senti ao ouvir as músicas do Open Secret, disponível no SoundCloud ou em cd para quem ainda gosta de apoiar realmente as bandas independentes. Eu já parei tudo que estava fazendo para ouvir a primeira faixa, intitulada Louder, Fast and Sleeze. Com esse nome, não poderia ser de outro estilo musical. Perfeita para introdução de shows, a Louder tira você da cadeira nos seus primeiros 35 segundos. Ao fechar os olhos, é possível se transportar para era glam rock dos anos 80 na Sunset Strip. Tomar uma dose de Jack Daniel´s com Nikki Sixx, assistindo a Pamela Anderson brincar no Pole Dance.

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É impossível não viajar com o som da Desert Dance. Com influências claras de Motley Crue, Cinderella, Aerosmith, Poison, Queensryche e outros monstros do Heavy Metal, para mim, fã de hard rock que soou, as chances são nulas de não adorar o som desses caras. É hard rock puro.

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O EP conta com mais 3 faixas: Letting You Know, Crime Town e Dance, em que o vocalista Junior Rodrigues mostra a potência de seus agudos extremamente afinados e conta com o backing vocal’s que complementam a base da sua voz. O vocalista já passou por bandas covers de Deep Purple, Iron Maiden e tocou no último Monsters of Rock, claro, no dia hard com a banda Electric Age.

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Quem comanda os riffs e solos deliciosos, é o senhor Lizzy Louiz que cursa Bacharelado em Instrumento Popular (guitarra) na Faculdade Santa Marcelina, além de ter um disco já gravado com a banda Bite.

O baterista Nico The Boss (Não tenho certeza se a grande influência do garoto é o senhor Nico McBrain, não seeei…) acompanha o vocalista pelas bandas que já passou. Purple, Maiden e a Electric Age que além de tocar no Monsters of Rock foi indicada para o Sweden Rock Festival, na europa em 2014.

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E por fim, não menos importante o baixista Leonardo Xavier, 18 anos. Já tocou com bandas covers de CrashDiet, Motley Crue e agora mostra um belíssimo trabalho na Desert Dance.

“Quando se ouve esse trabalho de quatro músicas parece que esses sul-americanos nasceram para o Rock, num estilo que mistura o inglês e o americano que os faz se destacar muito da concorrência.” – Gerry Gittelson (Metal Sludge, EUA)

Conheça mais o trabalho da Desert Dance:

FanPage Oficial

Dream On / Aerosmith – Versão de arrepiar – Desert Dance

Louder, Fast and Sleeze {LIVE} – Desert Dance

 

Sobre a autora

Aline Rizzato

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A mesmice nunca foi meu forte, mas o rock n’ roll… Ah! Ele sim. Por ele faço loucuras. É por isso que escrevo as resenhas da forma como vejo. Acredito que quem cultiva o mesmo, não cresce. Conhecer, ver e amar. Tudo por ele. Tudo pelo Rock n’ Roll. Prazer, Aline Rizzato. E não repare a bagunça.

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