Crônicas de Rock: primos, erros de pronúncia, picolés, viagens e Sonata Arctica

Edição: Amanda Cipullo
“Quando a gente ia imaginar que, de nós três, eu que iria montar um fã club? Porque eles que me apresentaram a banda…”.
Acho que você já deve ter ouvido essa história antes: um primo apresenta um som para o outro, que por sua vez, curte tanto, que passa a ouvir mais do que seus influenciadores.

Podia ser eu, podia ser você, mas aconteceu com Roberto, presidente do Sonata Arctica Brasil e, bem, foi mais ou menos assim que tudo começo:
“Eles colocavam (Sonata Arctica) enquanto jogávamos vídeo game. Aí, fui me interessando e eles foram mostrando mais e mais! A primeira música que escutei foi Shy.”

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Algum tempo depois, resolveu que seria legal traduzir o conteúdo do site para a galera que não sabia inglês, dai, nasceu o SAB, que hoje é o maior fã clube da banda, no mundo.
E, bom, esse negócio de criar fã clube, apesar de todo o trabalho, às vezes tem suas vantagem. Quando rola turnê pelo Brasil, ele pode acompanhar de perto o Sonata. Daí você tá pensa: “pô, vou montar um fã clube também, olha que fácil, olha que vidão!”, mas aí acontece que não é tão fácil assim e, porra, não era pra ser de boa? Enfim, se der certo, pode ser que você realize o sonho de conhecer A BANDA. E você, lógico, vai ensaiar algumas palavras no idioma deles mas, na hora, no nervosismo, as coisas vão ficar difíceis, talvez, bem mais difícil do que todo o trabalho com o fã clube… Mas, olha, se por acaso você xingar o seu ídolo, não se preocupe, ele vai entender:

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“Foi muito engraçado, porque eu decidi decorar algumas palavras em Finlandês e, quando entrei para falar com eles, o ex-baixista (Marko), estava do meu lado, mas eu não tinha reparado, porque ele tava com o cabelo raspado. Aí, quando me toquei, fiquei em choque e tentei falar em Finlandês com ele. No fim, no nervosismo, acabei errando a pronúncia e ele começou a rir.
Depois, fui descobrir que tinha xingado ele. O Tony riu e me disse que ele entendeu o que eu tentei falar, mas que eu tinha xingado! Ai pedi desculpa. Fiquei sem graça e mais choque ainda!
Eu tentei dizer boa noite, mas eu falei do jeito que eu li, nisso, acabou saindo outra palavra, que eu nem sabia que existia”

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Em São Paulo, tem uma galera que reclama por ter de pegar mais do que um ônibus para ir a um show. Bullshit! Tem gente por ai que faz muito mais do que isso para ver a banda que curte, por exemplo, encarar horas de estrada, viagem de verdade, saca? Ou então, ter de sair no meio da chuva, para vender uns picolés e conseguir a grana do ingresso. É, não é fácil pra ninguém!

Mesma banda, outra história (e, olha só, também tem a participação de um primo). Na verdade, é a história da história, sabe? Essas coisas que você descobre conversando com a galera na fila do show, ou depois de tê-lo visto. Foi mais ao menos assim que o Paulo, também membro do SAB, descobriu que tem gente que faz muito mais do que enfrentar horas de estrada para ver um show. Sem mais delongas, vamos aos fatos:
“Eu estava completamente fora do cenário de shows e agendas, até porque, onde eu moro é bem parado. Um dia, tava dando uma olhada no website da página oficial do Sonata e vi que tinha uma turnê com data marcada para sábado, em outra capital. Acabei viajando com um primo, na sexta, e pegando aproximadamente umas 11 horas de ônibus de Teresina até Fortaleza.
O show, como eu esperava, foi incrível. Muitas pessoas ali tinham ido sozinhas, ou eram de outro estado, mas todos fielmente fãs da banda, cantando e interagindo a todo momento. Quando o show terminou, fiquei numa praça em frente ao complexo armazém, dando um tempinho pra voltar ao hotel, até que conheci um cara chamado Carlos, que começou a contar a história de como ele fez pra conseguir ver o show.
Ele disse que era vendedor de picolé e, até um dia antes, tava sem dinheiro para a passagem (ele não mora na cidade em que foi o show). Pra piorar, tava chovendo muito (ou seja, né…) Naquele dia, parece que ele saiu de casa às 6 da manhã, na chuva mesmo, e teve a sorte de vender todos os picolés. Conseguiu assim a grana! Acabou indo para o show sozinho, porque os amigos furaram com ele, e ia esperar até o outro dia pra poder voltar pra cidade em que morava, também no Ceará.
Daí uns dias depois como eu já tinha o contato do Roberto (Presidente da Sonata Arctica Brasil).
Acabei repassando a história do Carlos e de como ele ralou pra conseguir ir pro show. Roberto disse que nesse tempo que acompanhava a banda nunca tinha visto nada igual. E em breve a equipe da SAB vai mandar um card autografado pra ele guardar de recordação.

Doido, né? Mas é tudo verdade! Então fica ai a dica para próxima vez que tiver faltando grana para ir a um show, vai que, não é mesmo?

Agradecemos a galera do SAB, sobretudo, ao Paulo Fernandes Vieira e ao Roberto Nobre Ferraz Neto, que compartilharam seus causos com a gente! Valeu, meninos!

Amanda Cipullo
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Editora de (e do) Casos, formada em publicidade. Jornalista por acaso; atriz e escritora por paixão.
Acredita que pedras que rolam não criam limo, e é esse tipo de história que relata por aqui.

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