Winger e Mr. Big – A noite feliz dos amantes do hard rock

Texto: Aline Rizzato
Fotos: Internet/Márcio Ishimoto

Quantas vezes você já ficou embaixo de sol ou de chuva esperando o show o começar e nada? O Brasil tem essa má fama (não sei em outros países, por que nunca fui), mas eu, pessoalmente, já perdi algumas unhas esperando ansiosa pelo início do show, que claro, começou com até uma hora de atraso. Porém neste último sábado, 07 de fevereiro, tive uma triste e ao mesmo tempo feliz surpresa.

O show de abertura ficou por conta dos nova iorquinos do Winger. Banda de hard rock formada em 1987 que estão em turnê  para divulgar o disco Better Days Comin’, lançado em 2014. Mal piso meus pés no HBSC, eis que escuto gritos e corro para pegar meu ingresso na bilheteria. De lá, vejo a pista lotada e o Winger no palco tocando Easy Come Easy Go. Confesso que me deu uma certa tremedeira na hora. Um pouco de raiva por achar que iriam atrasar, mas ao mesmo tempo fiquei feliz por começarem exatamente no horário divulgado, às 19:30 e não fazerem o público esperar. A fila estava grande, mas andava rápido.

Já dentro no HSBC dou um jeitinho de ir mais para frente. Me posicionei ao lado do bar e banheiro masculino, lado esquerdo do palco. Enxergava com perfeição, ao contrário das baixinhas que estavam à minha frente. Dica! Baixinhos! Façam já um abaixo (sem trocadilhos) assinado para pagarem mais barato ou terem permissão para levar banquinhos aos shows. Como é ver o show só pelo telão? Mesmo a banda estando ha poucos metros? Bom, fica a dica.

Os garotos (limpa a garganta) Reb Beach, Kip Winger, Rod Morgenstein e John Roth tocaram com muito entusiasmo e perfeição clássicos como Rat Race, Madalaine, Seventeen, Headed for a Heartbreak e Can´t Get Enuff. Contudo, entretando, todavia, a galera queria ouvir o maior clássico do Winger… Qual??? Miiiiiiles Awaaaay! Eis que o vocalista Kip Winger se posiciona no teclado e começa algumas notas. A GALERA VAI AO DELÍRIO! E eu, dividi o telão com as baixinhas nesse momento e observei o quão parecido com Alexandre Nero/Comendador/Ator da novela das 9 da globo estava o músico. Não aguentei e tive que comentar com as meninas que estavam atrás. Enfim, global ou não, Kip soltou um belo YOU´RE FUCKIN’ AWESOME, mostrou que o que é bom, não morre nunca, aliás, não só ele. Tem mais. Muito mais.

alexandre-nero

kip winger

O Kip é o debaixo, tá?

O show durou EXATAMENTE 1 hora. Logo que acabou era possível ver a movimentação da produção do Mr. Big e a queda da bandeirinha quadrada do Winger dando espaço para outra gigante do Mr. Big. É gente, banda de abertura é banda de abertura. No pain. No gain. É a vida. Bom, toda a correria acontecendo e tal, eis que eu reparo no roadie do Paul Gilbert. Manja ZZ Top? Se a resposta for não você perdeu 1 estrelinha comigo, e vai agora procurar. Se sim, parabéns! O cara era sósia dos caras. Caso encontre uma foto, divulgarei. Prometo. E em exatamente (não sei quantas vezes vou usar essa palavra para falar dos horários) é que eu fiquei assustada com tamanha pontualidade. Mesmo.

As luzes se apagam e a música ambiente vai abaixando. Sim vai começar. (DEERR!) Nada no palco, tudo escuro. Os telões foram ligados e começou a rolar uma apresentação (muito emocionante, mas mixuruca) tipo ppt, de fãs brasileiros mandando mensagem de apoio a Pat Torpey. Para quem não sabia, como eu, o baterista do Mr. Big foi diagnosticado com Mal de Parkinson e não pode tocar nessa tour de divulgação do disco “The Stories We Could Tell …”, sendo substituído por Matt Star, que já tocou com Ace Frehley então nós já gostamos de você, Matt! Apesar do susto que eu levei com vi um cara careca, 20 anos mais novo, com um bigode de chinês subindo na bateria, o cara mandou super bem, mas para a surpresa de todos, Pat estava lá! ÊÊÊÊ!!! Ele ficou num cantinho e quando podia, dava o ar da graça. Tão bonitinho.

O show começou com o duelo de furadeiras entre Billy Sheehan (que quando eu era criança ele já era velho) e Paul Gilbert (parece que nunca envelhece, incrível) no solo da clássica Daddy, Brother, Lover, Little Boy (se falar rápido é um trava línguas, tenta aí). É claro que não deixarei de lado a simpatia, alcance vocal, elegância e outro também que não envelhece nunca, Eric Martin! Sem perder a animação da galera, já emendam Undertown e PG se sente u Jimi Hendrix e sola Alive and Kicking com os dentes. Uhuuul! Ele pode, vai.

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Eric muito simpático solta um WE´RE VERY HAPPY. THANK YOU SO MUCH SÃO PAULO! E começam a linda Take Over. Nessa hora, eu já suada e com sede fui até o caixa para comprar uma água e pago R$ 5,00 em uma garrafinha menor que as normais que foi embora em 3 segundos. Eu juro que ainda vou sabotar esse esquema de bebidas e comidas absurdamente caras em shows. Não sei como, nem quando, mas vou. Prometo.

Entre as novas como Gotta Love the Ride e I Forget You Breath, teve muitos clássicos. E dá-lhe clássicos! Green-Tinted Sixties Mind, por exemplo, foi possível assistir pelos celulares que foram levantados no mesmo instante. Eu percebo que as músicas novas não são cantadas, a galera queria clássicos mesmo. Pra lembrar da escola, adolescência, chiclete ploc ploc, polaina, meia arrastão e tal. Pat Torpey vem a frente do palco com uma meia lua nas mãos, diz algumas palavras de carinho e agradecimento, Eric pega a viola e galera já vibra (inclusive eu) sabendo que viria mela cueca. Adoramos, e daí? Sim! Ela! Regravada pelas queridas (limpa garganta) Pepê e Neném… Wild Word! E o amor não para por aí minha gente, Pat senta na bateria e e PG começa o riff lindíssimo de Just Take My Heart (chorei sim, confesso. Minha balada preferida, me deixa seus coração de pedra).

Billy Sheehan faz um solo imenso de quase 15 minutos (sem mentira, eu contei) que tremeu a toda a estrutura do HSBC. Mandam a autêntica (ui!) Addicted to That Rush do álbum Mr. Big (a capa do sapato velho e cartola). A galera canta Oh! Oh! Oh! Em um coro único, muito bonito. Pra terminar, só que não, Pat vem a frente para a tão esperada To Be With You. Rola uma pausa de suspense, mas quem já viu show do Mr. Big sabe que eles trocam os instrumentos na última música e fazem um cover. Dessa vez, o cover foi Living After Midnight do Judas Priest com Pat no microfone, PG na batera, Billy na guita, Eric no baixo e Matt em outra guitarra. Mas não acabou aí não…

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Depois da jam session, tocaram Collorado Bulldog numa pegada monstra, como se tivesse acabado de começar o show. Incrível! Para fechar, fizeram um cover do Free, com a música Mr. Big. Boa sacada, né? Fala aí! Enfim, para quem gosta mesmo de hard rock, os shows foram um prato cheio. Reclamações? Sim. Como sempre. Como em todo show. Mas a gente sempre volta, pula, canta e grita como se fosse o último da vida.

Confira o set completo abaixo:

Mr. Big / Winger

 

Sobre a autora

Aline Rizzato

20150513120723
A mesmice nunca foi meu forte, mas o rock n’ roll… Ah! Ele sim. Por ele faço loucuras. É por isso que escrevo as resenhas da forma como vejo. Acredito que quem cultiva o mesmo, não cresce. Conhecer, ver e amar. Tudo por ele. Tudo pelo Rock n’ Roll. Prazer, Aline Rizzato. E não repare a bagunça.

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